No primeiro capítulo, o autor reforça a ideia de que somos “funcionários” do aparelho, pois mesmo acreditando que estamos fazendo escolhas próprias, estamos, na verdade, escolhendo dentro de âmbitos pré-definidos. Além disso, relaciona a ação de fotografar com o lado primitivo do ser humano, no caso, a caça e, também, com a questão cultural, resultado da sua capacidade de disseminação da informação.
Ao longo dos outros capítulos, o texto desenvolve essa questão da informação. É citado que o homem é capaz de produzi-las, transmiti-las e guardá-las, no entanto, essa capacidade não é natural. E seria aí que entra a fotografia, na qual temos como objetivo eternizar eventos através do aparelho. Por isso, podemos dizer que as fotografias são imagens de conceito e, de alguma forma, buscam causar um impacto/passar uma mensagem. O valor está mais nessa informação do que no objeto em si.
O interessante, também, é que nem sempre a mensagem principal da fotografia fica evidente, então isso abre espaço para diversas outras interpretações.
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