sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Analogia ao texto ¨imagem com computador¨ de Flusser

Tópicos que mais chamaram minha atenção:

* Não mais quem possui objetos (matérias-primas), mas quem sabe programar (quem domina) tem o poder. O valor está se deslocando do objeto duro para o símbolo mole, no caso, a informação.

* Os ¨artistas¨ com computador são os verdadeiros revolucionários da atualidade.

* Imaginação conceitual: imagens significam, segundo a ontologia tradicional, algo (reproduções) ou algo que deve ser (modelos). Por exemplo: as pinturas surrealistas representamos sonhos ou modelam uma realidade alternativa:

* Até agora, o homem dispunha de imaginação para poder orientar-se no mundo e isto lhe permitia fazer imagens. Dispunha ainda de capacidade conceitual que lhe permitia criticar sua imaginação; ¨explicá-la¨. Agora, o homem dispõe além disto, de aparelhos que lhe permitem imaginar seus conceitos. Até agora, a razão conceitual analisava\calculava o mundo imaginado: ¨ciência é isto¨. Daqui por diante a razão conceitual pode sintetizar\computar o mundo imaginado, ou seja, é um novo nível de consciência.

Analogia ao texto ¨nosso programa¨ de Flusser

 Principais conceitos que mais me chamaram a atenção:

_ Imagem finalística: se deve ao destino; propósito; resultado final. Segundo o autor, esta falha porque explica o presente pelo futuro, isto é, o concreto pela abstração ¨ainda não¨. Como já está predestinado, isso exclui a possibilidade de liberdade.

_ Imagem causalística: se deve à situações prévias; uma espécie de evolução. Segundo o autor, esta falha porque explica o presente pelo passado, isto é, o concreto pela abstração ¨já não¨. Como é uma relação de causa e feito, também não tem-se liberdade de escolha.

_ Imagem programática: se deve ao acaso; possibilidades; jogo ao qual todas as virtualidades, até as menos provavéis, se realizarão necessariamente; visão do absurdo. Se inclui o caso, permite a opção de escolha, logo, a liberdade.

* Os programas, embora projetados por programadores, se automatizam.

* E surgem sempre mais frequentemente aparelhos que foram programados por outros aparelhos.

* O que devemos aprender é assumir o absurdo (na política e na existência humana em geral), se quisermos emancipar-nos do funcionamento.

Crítica ao GIF animado da colega

 Aluna: Wendy Yasmin Correia da Paz


O GIF ficou muito bonito!!! As formas geométricas e o efeito de boomerang me remeteram a uma estrela piscando, achei isso bem legal. Está muito bem centralizado e simétrico. Acredito que tenha atendido bem à proposta do trabalho, porque criou uma ideia de movimento, mesmo que tenha partes da imagem que não se mexam.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Desenho de observação de longa duração

Desenho de observação:

Analogia sobre o livro “Filosofia da caixa preta” - capítulos finais (7 ao 9)

No primeiro capítulo da parte final, compreendemos que a indústria sempre estará um passo a frente de seus funcionários, pois a medida que estes conseguem “zerar” o aparelho, novos e melhores são produzidos e, assim, o ciclo sempre se repete. Além disso, através da fotografia, temos uma falsa sensação de conhecimento e poder. No caso citado sobre a guerra no Líbano, temos acesso a essa situação no conforto de nossas casas e achamos estar conscientes disto, mas, na verdade, está mais para uma alienação, já que consumimos essa informação e, de certa forma, nada muda, porque não tentamos fazer nada à respeito. Pensamos “nossa, que coisa triste!” e seguimos nossas vidas normalmente.

No segundo capítulo, a fotografia é conceituada como algo banal e rotineiro, já que estamos acostumados com sua presença diariamente… temos sempre informação nova, mas, ao mesmo tempo, não é nem um pouco inovador. Parece que somos sobrecarregados com tantos estímulos (nesse caso, a informação), que simplesmente não esbanjamos mais reações. A não ser que passemos a ver ou ler a mesma coisa todos os dias, daí sim teríamos uma reação/resposta: incômodo. Essa segunda parte do texto desenvolve, também, a ideia de que a vida passa a acontecer por meio dos aparelhos; todas as nossas ações são movidas por eles. E, de certa maneira, a fotografia é responsável por essa robotização da humanidade, já que foi o aparelho que deu origem aos outros aparelhos e, assim, funcionam em conjunto. Mas quem deu origem a este aparelho pioneiro? A própria espécie humana, se aproveitando da vontade de seus iguais em não precisar mais de pincéis ou outros instrumentos manuais para registrar os eventos, e assim manipulá-los com suas intenções ocultas através dos programas pré-selecionados dos aparelhos. No entanto, a autonomia desses aparelhos atingiu um nível onde já não podem mais ser controlados, pois possuem intenções próprias.

No terceiro capítulo, o autor esclarece a relação entre os principais conceitos e reforça o pensamento do quanto a Filosofia da fotografia é necessária; um tipo de ciência, porque é uma forma de reflexão sobre até que ponto somos reféns dos aparelhos, justamente por acharmos que os dominamos. Mas como podemos dominar algo a qual somos tão dependentes? O objetivo de sua criação foi para que conseguissem exercer funções humanas, facilitando a realização de nossas tarefas habituais. Porém, alcançou, também, o patamar de autoconsciência, o que acabou restringindo nossa liberdade de pensar. O texto nos ajuda a enxergar isso de forma clara.

domingo, 13 de outubro de 2024

Analogia sobre o livro “Filosofia da caixa preta” - capítulos 4 ao 6

 No primeiro capítulo, o autor reforça a ideia de que somos “funcionários” do aparelho, pois mesmo acreditando que estamos fazendo escolhas próprias, estamos, na verdade, escolhendo dentro de âmbitos pré-definidos. Além disso, relaciona a ação de fotografar com o lado primitivo do ser humano, no caso, a caça e, também, com a questão cultural, resultado da sua capacidade de disseminação da informação.

Ao longo dos outros capítulos, o texto desenvolve essa questão da informação. É citado que o homem é capaz de produzi-las, transmiti-las e guardá-las, no entanto, essa capacidade não é natural. E seria aí que entra a fotografia, na qual temos como objetivo eternizar eventos através do aparelho. Por isso, podemos dizer que as fotografias são imagens de conceito e, de alguma forma, buscam causar um impacto/passar uma mensagem. O valor está mais nessa informação do que no objeto em si.

O interessante, também, é que nem sempre a mensagem principal da fotografia fica evidente, então isso abre espaço para diversas outras interpretações.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Crítica a fotografia produzida pelo colega

Fotografia de Vinícius Valois de Oliveira:

Gostei bastante dos diferentes níveis de sombra, criando os tons acinzentados, então não ficou somente no conceito de preto e branco, porque foram bem trabalhadas. A luz clara sobre o próprio papel dobrado deu um efeito de cor levemente lilás no centro, então achei bem legal. Gostei do enquadramento também, ficou bem centralizado. Porém, acho que poderia melhorar no quesito de textura, pois o papel ficou muito em evidência, revelando de cara o objeto. Acredito que fazendo dobras um pouco menos marcadas e/ou cortando a imagem para focar mais no meio, já ajudaria a disfarça-lo e melhoraria ainda mais, para chegar no exato tema proposto.

Analogia sobre o livro “Filosofia da caixa preta” (até o capítulo 3)

Ao longos dos 3 parágrafos, o texto conta a evolução das imagens tradicionais até as imagens técnicas e, por fim, os aparelhos, desenvolvendo a ideia de que, ao invés do homem se servir das imagens em função do mundo, acaba vivendo em função das próprias imagens. Isso é exemplificado quando é citado a relação entre fotógrafo e câmera, onde o fotógrafo é o funcionário buscando aprender cada vez mais sobre seu programa. Pode-se notar semelhança com o último texto que lemos sobre os direitos dos objetos, que trabalha essa mesma questão de sua centralização em nossas vidas. Além disso, o texto aborda as divergências entre imagens e textos no que diz respeito à liberdade de interpretação e, ao mesmo tempo, como também se complementam. O nome “caixa preta” representa a visão limitada que temos sobre as imagens, fazendo delas o resumo do mundo; não abrimos espaço para imaginar, dando lugar a alienação em massa. Acredito que o intuito principal do texto, até então, tenha sido trazer essa reflexão interior a nós, os leitores, para que voltemos a pensar “fora da caixa”.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Desenhos de observação

Desenhos de observação

Parágrafo dialógico

De acordo com o texto e filme exibido, assim como a humanidade possui a sua própria ciência, é de suma importância que haja uma área específica voltada para o estudo dos objetos. Estes são a representação da relação que temos com o espaço em que vivemos; são espelhos da nossa imagem e vice-versa. Em outras palavras, são tão essenciais quanto podemos ser e não seria justo os considerarmos inferiores, já que, vivemos em função deles da mesma forma que dependem de nós para existirem. Este é o questionamento que o texto traz: sua desvalorização no mundo atual. Por exemplo, os eletrodomésticos que nos proporcionam praticidade no dia-a-dia, como no preparo de alimentos. Ou, no caso do eletrônicos, os quais não conseguimos viver sem e nos fornecem entretenimento constante. E, até mesmo, no caso da mesa que foi citada, que contribui diretamente para o debate em questão, com a sua superfície arredondada. O tempo inteiro, eles são necessários e, visto isso, com o intuito de nos sensibilizar e facilitar a comunicação entre os dois aspectos: humanidade e objetividade, o filme traz à tona performances elaboradas por outros alunos. Estes se posicionam imóveis para trabalhar a percepção sensorial no ambiente em que estão. Da mesma forma, texto e filme abordam a importância da relação entre ambos.

Alguns dos meus colegas mencionaram sobre a dependência tecnológica também, com o exemplo de quando falta luz no bairro e não sabemos o que fazer, então optamos por dormir mais cedo. Este é mais um ponto que reforça a ideia do texto e o meu ponto de vista. Vivemos em função dos objetos, então por qual motivo nos consideramos superiores? Ou em questão dos grandes avanços, os quais muitas tecnologias são capazes de executar tarefas sozinhas; robôs que interagem entre si. No final das contas, não somos tão diferentes assim.

Apresentação pessoal

Meu nome é Vitoria e tenho 21 anos. Nasci e, desde sempre, morei em Belo Horizonte. Escolhi o curso de arquitetura e urbanismo, pois sua grade curricular é direcionada para matérias que gosto e despertam meu interesse e, também, porque é uma profissão que me permite explorar meu lado criativo. É uma área onde posso trabalhar de forma independente e, além disso, é bastante diversificada, podendo atuar vários ramos.

Caderno técnico (trabalho final)