quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Analogia sobre o livro “Filosofia da caixa preta” - capítulos finais (7 ao 9)

No primeiro capítulo da parte final, compreendemos que a indústria sempre estará um passo a frente de seus funcionários, pois a medida que estes conseguem “zerar” o aparelho, novos e melhores são produzidos e, assim, o ciclo sempre se repete. Além disso, através da fotografia, temos uma falsa sensação de conhecimento e poder. No caso citado sobre a guerra no Líbano, temos acesso a essa situação no conforto de nossas casas e achamos estar conscientes disto, mas, na verdade, está mais para uma alienação, já que consumimos essa informação e, de certa forma, nada muda, porque não tentamos fazer nada à respeito. Pensamos “nossa, que coisa triste!” e seguimos nossas vidas normalmente.

No segundo capítulo, a fotografia é conceituada como algo banal e rotineiro, já que estamos acostumados com sua presença diariamente… temos sempre informação nova, mas, ao mesmo tempo, não é nem um pouco inovador. Parece que somos sobrecarregados com tantos estímulos (nesse caso, a informação), que simplesmente não esbanjamos mais reações. A não ser que passemos a ver ou ler a mesma coisa todos os dias, daí sim teríamos uma reação/resposta: incômodo. Essa segunda parte do texto desenvolve, também, a ideia de que a vida passa a acontecer por meio dos aparelhos; todas as nossas ações são movidas por eles. E, de certa maneira, a fotografia é responsável por essa robotização da humanidade, já que foi o aparelho que deu origem aos outros aparelhos e, assim, funcionam em conjunto. Mas quem deu origem a este aparelho pioneiro? A própria espécie humana, se aproveitando da vontade de seus iguais em não precisar mais de pincéis ou outros instrumentos manuais para registrar os eventos, e assim manipulá-los com suas intenções ocultas através dos programas pré-selecionados dos aparelhos. No entanto, a autonomia desses aparelhos atingiu um nível onde já não podem mais ser controlados, pois possuem intenções próprias.

No terceiro capítulo, o autor esclarece a relação entre os principais conceitos e reforça o pensamento do quanto a Filosofia da fotografia é necessária; um tipo de ciência, porque é uma forma de reflexão sobre até que ponto somos reféns dos aparelhos, justamente por acharmos que os dominamos. Mas como podemos dominar algo a qual somos tão dependentes? O objetivo de sua criação foi para que conseguissem exercer funções humanas, facilitando a realização de nossas tarefas habituais. Porém, alcançou, também, o patamar de autoconsciência, o que acabou restringindo nossa liberdade de pensar. O texto nos ajuda a enxergar isso de forma clara.

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Caderno técnico (trabalho final)