As exposições de Arqueologia e Artes e Ofícios abordam muitos dos instrumentos utilizados pela humanidade na vida cotidiana, porém de épocas distintas. A primeira retrata utensílios de alguns milhares de anos atrás, já na segunda temos objetos relativamente recentes dos últimos séculos. O mais interessante é que mesmo depois de tanto tempo, a maioria possui quase o mesmo design do período em que surgiram, ou seja, o que temos em seguida é sempre a representação de algo anterior, porém de forma evoluída. Então, mesmo não lendo a descrição de cada artefato, podíamos pressupor o que era e a sua utilidade. Entretanto, é perceptível que a questão da interatividade não permaneceu totalmente; os objetos, que antes exigiam um controle manual e constante, foi substituído, em grande parte, por tecnologias de caráter autônomo, que não necessitam de auxílio humano contínuo e realizam um processo já pré-estabelecido em seu programa (o que nos transporta a última discussão em aula: a “interatividade não-interativa”, que interage com a interface, mas não com o conteúdo).
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