Principais tópicos:
•Virtual e digital não são sinônimos.
•Virtual não é, necessariamente, digital, embora possa ser, e o digital, na maioria das vezes, não é virtual.
•Para Pierre Lévy, existem duas ordens para as coisas: uma substância, em que estão situados o potencial e o real, e uma do evento, onde estão situados o virtual e o atual.
•No cotidiano, podemos dizer que sempre que usamos um espaço estamos ativando a ordem do evento, ou seja, estamos atualizando o espaço. E, quando projetamos, estamos trabalhando geralmente apenas com a ordem da substância, potencializando e realizando espaços. O problema é que a arquitetura projeta a substância representando nesta uma gama restrita de usos (atualizações) previstos.
•Quando projetamos geralmente pré-definimos sua possibilidades de uso deixando muito poucas alternativas para usos que não foram pré-determinados. Porém, podemos vislumbrar tanto um processo de projeto quanto uma arquitetura que sejam verdadeiramente virtuais (como um processo aberto que estabelece continuidade entre processo e uso e não como um produto acabado estabelecendo ruptura entre projeto e uso).
•Digital é uma ferramenta (foco na substância com uso pré-programado).
•Virtualizar: dar um novo sentido a um objeto sem modificar sua estrutura. Ex: a cadeira, que tem como função principal servir de assento, é usada para subir e pegar algo que está mais alto.
•Portencializar: olhar para um objeto, visualizando uma ação futura, e enxergar potencial de transformação. Ex: árvore = cadeira.
•Atualizar: substância muda, flexibilizando o evento.
•Aberto à mão: abre possibilidades.
•O Familistério de Godin garantia a liberdade por não ser um projeto baseado na substância, mas no evento.
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